"The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn", de Steven Spielberg, vai ser muito provavelmente o grande sucesso de bilheteira do Natal de 2011. O filme deverá chegar às salas a 28 de Dezembro do próximo ano e será o primeiro de uma trilogia que está a ser cozinhada por Spielberg e Peter Jackson, o realizador de "O Senhor dos Anéis". A revista inglesa "Empire" revelou no início desta semana, em exclusivo, as primeiras imagens reais do filme, que tornam mais palpável o que Spielberg quis dizer quando explicou que o seu objectivo era "alcançar uma espécie de hiper-realidade que integrasse a linha clara de Hergé". Não desfigurar o estilo do desenhador belga é, para Spielberg, um ponto de honra: "Assumo-me como garante de que a trilogia que estou a preparar com Peter Jackson será fiel à arte de Hergé".
Filmado em 3D e recorrendo à técnica utilizada por James Cameron em "Avatar", que permite transpor movimentos e expressões faciais de actores para personagens de animação, o "Tintin" de Spielberg vai custar 135 milhões de dólares (quase cem milhões de euros), numa produção que envolve, além da DreamWorks de Spielberg, a Sony e a Paramount. O realizador anunciou este projecto há dois anos, no festival de Cannes, mas a intenção vem de longe. "No funeral de Hergé, em 1983, lembro-me de ter dito à sua viúva, Fanny, que queria muito adaptar as aventuras de Tintin ao grande ecrã, mas que respeitaria a obra do seu marido".
Embora a produção esteja a decorrer sob rigoroso segredo e se conheçam poucos detalhes do filme, boa parte do elenco foi já divulgada: o actor britânico Jamie Clegg será Tintin, Andy Serkis, o Gollum de "O Senhor dos Anéis", interpretará o irascível Capitão Haddock, os polícias gémeos Dupond e Dupont ficam a cargo de Simon Pegg e Nick Frost, e Daniel Craig foi escolhido para o papel de Rackham o Vermelho. É certo que Spielberg já levantou um bocadinho o véu, mas o pouco que disse, soando bastante prometedor, dificilmente permitirá formar uma imagem aproximada do que o filme possa vir a ser: "Deve muito não apenas ao 'film noir', mas também a todo o teatro brechtiano", diz o realizador, acrescentando que, "ao mesmo tempo, é uma aventura infernal".
Para abrir esta trilogia, Spielberg e Jackson escolheram uma história que se estende por dois álbuns de Tintin (o 11º e o 12º) originalmente publicados na primeira metade dos anos 40: "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham o Terrível". E Peter Jackson, que dirigirá o próximo filme, já adiantou que está a pensar adaptar "As Sete Bolas de Cristal". Mas não garante. "Também gosto muito dos que se passam nos Balcãs, como 'O Ceptro de Ottokar', que daria um óptimo thriller".
Luís Miguel Queirós (PÚBLICO)




TINTIN – O CEPTRO DE OTTOKAR Tintin, acompanhando um velho professor, chega a um pequeno país do Leste da Europa, chamado Sildávia. Descobre que outro
país, a Bordúria, quer apoderar-se do controle do reino, roubando o Ceptro de Ottokar. Este é venerado pelo povo e o imperador deve usá-lo no desfile de São Vladimir, festa
nacional da Sildávia, caso contrário perderá o direito ao trono. Tintin descobre isto e tenta avisar o imperador, mas é impedido de entrar no palácio real, o castelo de
Kropow, que está fortemente protegido por tropas imperiais. Apesar disso, o espião da Bordúria, Mustler, consegue roubar o Ceptro e tenta fugir do reino.
Tintin consegue recuperar o Ceptro e retorna ao palácio, mesmo antes do começo do desfile. Assim a Sildávia mantém a independência. ? Nesta aventura é
apresentada a personagem Bianca Castafiore. ? O nome Mustler é uma paródia com os nomes Mussolini e Adollf Hitler; ? Os habitantes da Bordúria assemelham-se
aos nazis, devido aos aviões e aos uniformes.
Orlando Ferreira, administrador da RN Tejo, publicou um arigo no jornal
ribatejano ABARCA nº 270 (XX ano) , onde aborda a temática do nosso Oliveira de Figueira.
João Paulo Boléo assina um artigo no suplemento
Atual do semanário Expresso, onde assinala a nova edição das aventuras do Tintin pela editora ASA. João Paulo Boléo lamenta que a nova edição
não contemple a página amputada (entre a 101 e a 102) do episódio «Tintin no país dos sovietes», repetindo o lapso da anterior edição da Verbo.
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