tintinofilo


Lundi 4 mai 2009
- Par Zetantan
Vasco Granja, 83 anos, divulgador de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal, morreu esta madrugada em Cascais.  Em 1974, deu início a um novo programa de televisão, denominado "Cinema de Animação", na RTP, que viria a durar 16 anos, com mais de mil programas transmitidos.

Vasco Granja Vasco de Oliveira Granja, nasceu a 10 de Julho de 1925, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa em Portugal.

Aos 15 anos de idade, encontrou o seu primeiro emprego, nos Armazéns do Chiado. Era responsável pelas amostras de seda que eram oferecidas às clientes.

Algum tempo mais tarde, foi transferido para o departamento de publicidade, quando notaram que tinha um grande gosto pela leitura. Pintava cartazes com anúncios para as montras.

Como o ordenado não era suficiente, mudou de emprego, tendo ido trabalhar para a Foto Áurea, na Rua do Ouro, em Lisboa. Nessa altura, visitava com frequência a Biblioteca Nacional, que estava aberta aos jovens. Interessava-se já por museus, pintura e pelo desporto, tendo sido sócio do Benfica durante algum tempo.

Durante a sua infância, apaixonou-se pelo cinema. Como na altura não existia classificação etária nos cinemas, percorreu todos os que existiam em Lisboa.

No decorrer dos anos 50, durante o regime fascista em Portugal, associou-se ao movimento cineclubista. Em Lisboa, participava no aluguer de salas e na projecção de filmes obtidos através das embaixadas, em formato de 16 milímetros.

Os filmes tinham sempre que passar pela censura. Apesar disso, conseguiam mostrar filmes do neo-realismo italiano. Em 1952, foi detido pela PIDE, em consequência do dinheiro dos bilhetes para os filmes se destinar a financiar o movimento de resistência ao regime do Estado Novo. Esteve preso durante seis meses, na prisão do Aljube.

Em 1960, esteve presente no festival de animação de Annecy, em França, a representar Portugal. Durante essa viagem, a primeira fora do seu país, ganhou uma nova paixão pela animação. O cineasta canadiano de animação Norman McLaren tornou-se o seu maior ídolo e Granja viria mesmo a conhecê-lo pessoalmente.

Durante os anos 60, foi novamente detido pela PIDE, devido à sua ligação na altura ao Partido Comunista Português, mais concretamente à célula comunista dos cineclubes. Esteve preso durante 16 meses, tendo cumprido parte desse tempo em Peniche. Na prisão, foi submetido a várias torturas físicas e psicológicas, como a tortura do sono.

Em Portugal, a sua actividade de divulgação da banda desenhada intensifica-se a partir do aparecimento da edição portuguesa da revista “Tintin”, em Junho de 1968, onde escrevia e traduzia artigos.

Foi director da segunda série da revista “Spirou” (edição portuguesa) e coordenador da edição de banda desenhada da Bertrand (onde trabalhou no início da década de 60). Foi responável pela animação de “Quadrinhos”, um dos primeiros fanzines surgidos em Portugal, em 1972.

Esteve ligado à fundação da primeira livraria especializada de Banda Desenhada em Lisboa, O Mundo da Banda Desenhada, em 1978.

Em 1974, deu início a um novo programa de televisão, denominado "Cinema de Animação", na RTP, que viria a durar 16 anos, com mais de mil programas transmitidos.

Nesses programas, dava a conhecer a animação de todo o mundo, desde aquela que era realizada nos países do leste da Europa, até à proveniente da América do Norte. Pretendia, com o seu programa, divulgar, para além da própria animação, uma mensagem de paz, que considerava estar presente em muitos dos filmes da Europa de Leste que transmitia.

Permaneceu na RTP até 1990, altura em que se reformou. Para a memória fica  uma breve aparição no programa humorístico de televisão
Herman Enciclopédia em 1998, durante a qual parodiava os seus próprios programas sobre animação.

Embora tenha escrito e traduzido inúmeros textos sobre Banda Desenhada e Animação, o único livro editado da sua autoria foi Dziga Vertov  (Livros Horizonte, 1982), sobre um célebre documentarista russo.

Vasco Granja é recordado por diferentes gerações pela sua maneira de comunicar sobre os temas que o apaixonaram, como o cinema de animação.


in http://noticias.sapo.pt/info/artigo/992725.html

Mercredi 8 avril 2009
- Par Zetantan
O tintinófilo português Jorge Macieira envio-nos esta curiosidade:

Lindo, não é ? Trata-se do Amanita muscaria, conhecido como agário-das-moscas ou mata-moscas é um fungo basidiomiceto natural de regiões com clima boreal ou temperado do hemisfério norte. Possui propriedades psicoativas e alucinógenas em humanos. O componente ativo é o ácido ibotêmico. O pesquisador Robert Gordon Wasson, no seu livro Soma - Divine Mushroom of Immortality, sugeriu que o cogumelo está associado ao Soma, bebida sagrada dos Vedas, os mais antigos textos religiosos. A bebida é citada nos hinos do Rigveda, que foi escrito por volta de 1700 a.C. - 1100 a.C., durante o período védico em Punjabe - onde havia a presença de tais cogumelos, consumidos pelos xamãs da região.
Na cultura popular, 
cogumelos vermelhos com pontos brancos, como o Amanita muscaria, aparecem, por exemplo, no jogo Super Mario Bros., no filme Fantasia da Disney de 1940 e nas ilustrações do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, em que Alice aparece conversando com uma lagarta que está estendida sobre um Amanita muscaria enquanto fuma um narguilé, em visível insinuação psicodélica.

 


Lundi 12 janvier 2009
- Par Zetantan
O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, assinala na sua edição de Sábado os 80 anos da "primeira aventura de Tintin", personagem de banda desenhada criada pelo desenhador e argumentista belga George Remi (Hergé), que apareceu pela primeira vez no suplemento juvenil "Le Petit Vingtième", do jornal "Le Vingtième Siècle", a 10 de Janeiro de 1929.

O texto classifica o famoso "Tintin" como "um herói clássico e puro, apaixonado e tenaz, corajoso e gentil", o herói que "todos gostariam de ser, o amigo que todos gostariam de ter".


Tintim é, ainda hoje, uma das mais populares personagens da banda desenhada mundial.

 


Mardi 19 août 2008
- Par Zetantan
Os herdeiros de Hergé, autor da banda desenhada "Tintim", censuraram um livro em que o repórter se inicia no sexo e trabalha como "paparazzo", por "perverter a essência da personagem", obrigando a editora a não o reeditar.
 
Trata-se de um volume de ensaios do guionista Antonio Altarriba, intitulado "El Loto Rosa" (Edicions de Ponent) em que este retoma a vida de Tintim - personagem criada em 1929 por Georges Remi (1907-1983), Hergé - 12 anos depois da morte do autor.
Na história, Tintim já tem 30 anos, vida sexual e todo o seu universo sofreu uma reviravolta vertiginosa: o capitão Haddock caiu definitivamente no alcoolismo, o professor Tournesol foi internado num hospital psiquiátrico e Milú, o seu inseparável Fox Terrier branco, morreu.
Além disso, teve de "reciclar" a sua profissão de repórter, tornando-se "paparazzo".
A obra, publicada no ano passado como uma homenagem a Hergé, no centenário do seu nascimento, reúne cinco ensaios em que se analisa a fundo a personagem, desde a sua história aos recursos narrativos das suas aventuras (ilustrados por Ricard Castells e Hernández Landazábal) e termina, então, com um relato em que Altarriba imagina a vida adulta do rapaz.
"Tornou-se maior e é céptico em relação à sua existência. É um Tintim mais maduro, actual e moderno. Cresceu e manteve relações sexuais", declarou Altarriba, citado pelo diário espanhol El País.
Esta foi a forma escolhida pelo guionista para abordar duas questões que sempre foram subtraídas à personagem: "A ausência da passagem do tempo - Tintim é sempre adolescente - e a abolição da presença feminina - nas suas aventuras nunca há mulheres", indicou.
O Tintim de Altarriba "já não é o herói luminoso e solar da sua juventude. É crepuscular, sofreu derrotas e vê que as coisas são difíceis", sublinhou o ensaísta.
"É como se tivesse aterrado numa realidade mais dura, na qual não triunfam os ideais da sua juventude, mas o dinheiro", acrescentou.
Esta revisão da personagem num registo adulto não agradou nada à Moulinsart, a sociedade que reúne os herdeiros de Hergé, cujos advogados contactaram em Fevereiro deste ano as Edicions de Ponent para tentar impedir a distribuição do livro, que teve uma tiragem inicial de 1.500 exemplares, pretendendo que a cadeia de lojas FNAC deixasse de vendê-lo.
A editora conseguiu impedi-los, mas em Maio os herdeiros voltaram a insistir, argumentando que, apesar de não haver "crime", o livro representava uma "perversão" da personagem.
Finalmente, os advogados de ambas as partes assinaram um acordo nos termos do qual a editora se compromete a não reeditar a obra.
Altarriba lamenta que o estrito controlo dos herdeiros impeça que qualquer autor possa rever a personagem.
Segundo o ensaísta, a medida da Moulinsart suscita um debate importante, porque se situa no limite entre "o exercício de um direito legítimo de propriedade intelectual e a censura, na altura de definir o que se pode ou não dizer sobre uma personagem".
ANC.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A

Mercredi 16 juillet 2008
- Par Zetantan
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