Dimanche 24 septembre 2006
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Par Zetantan
Poucas são as séries de banda desenhada que incluem fenómenos meteorológicos. Nas aventuras de Tintim poderemos encontrar vários exemplos:
- As inundações peiódicas que tanto afectam o sueste asiático são retratatas n' «O Lótus Azul»;
- As tempestadades de neve no «Tintim no Tibete»;
- O fenómeno raro meteorológico de um raio em forma de bola n' «As 7 bolas de cristal»;
- A tempestade de areia que afecta os irmãos Dupondt no «Tintim no país do ouro negro»;
- As ondas gigantes que está engolir Tintim e Milou n' «Os charutos do faraó»;
- O calor insuportável provocado pela aproximação de um meteorito n' «A Estrela misteriosa»;
- A tempestade que afecta o avião de Tintim e Capitão Haddock n' «O caranguejo das tenazes de ouro»;
Além destes exemplos, poderemos encontrar nas aventuras de Tintim outros fenómenos meteorológicos como tempestades, chuvadas, vendavais, magistralmente desenhados por Hergé.
adaptado de um texto de Alfred Rodríguez Picó em El Periódico
Mercredi 13 septembre 2006
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Par Zetantan

São três os álbuns do
Tintin («
O Ceptro de Ottokar», «
Objectivo Lua» e «
O Caso Girassol»)que nos remetem para um país imaginário criado por
Hergé: a
Sildávia, com a sua geografia, história, hábitos e tradições a serem descritas com tal pormenor, que, por vezes, os leitores sentem a presença de um país real. Em 1938, houve uma
Exposição Internacional, e, certamente,
Hergé visitou o stand da
Roménia, donde retirou todas as informações que achou necessárias para fazer nascer um dos países fictícios mais célebres da banda desenhada.
Dodo Nita, romeno, nascido em Craiova, sócio da Associação «Amigos de Hergé» é convicto na sua afirmação de que a Sildávia é a Roménia. Dodo apresenta cinco argumentos que sustentam a sua convicção:
- Argumento toponímico: A Roména era composta aquando da criação d' «O Ceptro de Ottokar» por várias províncias, entre as quais a Transilvânia e a Moldávia. Hoje a Moldávia é um país independente (porém parte da região da Moldávia continua a ser romena), enquanto a Transilvânia continua a fazer parte da Roménia, abrangendo o centro-oeste da Roménia. As sílabas sil e dávia deram origem ao nome ao país fictício de Hergé: Sildávia.
- Argumento ornitológico: A Sildávia é o «Reino do Pelicano Negro». Como se sabe, não existem pelicanos negros. Contudo, a Roménia é o único país europeu que acolhe pelicanos selvagens, no delta do Danúbio.
- Argumento histórico: No episódio «O Ceptro de Ottokar», Tintin enfrenta a «Guarda de Aço», uma organização de extrema-direita. Com efeito, a Roménia, desde o ano de 1927, possuía uma organização nacionalista, facista e anti-semita intitulada «Guarda de Ferro». Por outro lado, no mesmo episódio, o partido de extrema-esquerda «Zildav Zentral Revolutionar Komitzat» pretende aniquilar a monarquia na Sildávia, anexando o país à Bordúria (outro país fictício vizinho da Sildávia e dirigido pelo totalistarismo do marechal Plelszy-Glatz, que pela fisionomia nos faz lembrar Estaline). Todo este enredo tem imensas parecenças históricas com o que se passou, na época, na Roménia. Com efeito, o pacto Ribbentrop-Molotov, ministros dos negócios estrangeiros da Alemanha e da União Soviética, obrigava a Roménia a ceder a Bessarábia (2/3 da parte moldava romena, que mais tarde virá a dar origem ao país independente moldavo) aos russos. Anos mais tarde e já após a 2ª Grande Guerra, a Roménia, abandonada pelos ocidentais à influência russa, vê o seu rei Miguel I abdicar. E já agora, não é nenhuma coincidência os membros do Komitzar, cidadãos bordúrios, terem os seus nomes em russo.
- O testemunho do Capitão Haddock: Os impropérios do Capitão dão-nos bons indícios sobre a localização geográfica da Bordúria. Com efeito, «papuas dos Cárpatos» e «cretinos dos Balcãs» são referências que nos levam à região da Roménia.
- Argumento geográfico: a brochura que Tintin lê no avião que o leva à Sildávia (prancha 19) oferece-nos argumentos que fundamentam a convicção que a Sildávia é a Roménia. Diz a brochura que a «Sildávia é um pequeno país da Europa Oriental formado por dois grandes vales: o do rio Wladir (o Danúbio é o único rio da região e é na Roménia que tem o seu maior leito) e do seu afluente Moltus (o rio Prout desenha a fronteira com a União Soviética), os quais se reúnem em Klow, a capital com 122.000 habitantes (na época, a cidade de Galati onde se juntam os rios Danúbio e Prout tinha, aproximadamente, o mesmo número de habitantes). (...) Numerosas fontes termais e sulfurosas brotam do solo (a Roménia tem 33% das fontes de água mineral da Europa e possui 140 estâncias termais).»
Agradeço ao Francisco Sousa pela oferta de um exemplar do Dodo Nita
Dimanche 10 septembre 2006
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Par Zetantan
A Citroen, aproveitando o enorme sucesso de Tintin nos países francófonos, editou vários produtos de merchandising com a figura de Hergé. Grande parte dos desenhos foram concebidos por Bob de Moor.
Os catálogos Citroen são um desses produtos, onde a marca Tintin é associada ao modelo 2CV. Foram publicados quatro catálogos com 8 páginas cada, contendo cada um aventura desenhada com personagens da série Tintin:
- As aventuras do 2 CV e do Homem das Neves
- As aventuras do 2 CV na Gruta Assombrada
- As Aventuras do 2 CV
- Viagem sobre o Planeta 2CV
Também o modelo GS publicou um pequeno catálogo com os heróis do Tintin.

O catálogo da Citroen de 1988 contém uma página de Tintin e os 2 CV.
Em 1984, foram editados como oferta dos Chocolate «Côte d'Or» 12 autocolantes, cada um com uma personagem da série Tintin a conduzir um modelo da Citroen. Aproveitando as 12 imagens também foi editado um calendário.

Os 12 autocolantes retratavam os seguintes modelos:
- 10 HP (1919)
- 5 HP Treffle (1925)
- C6F (1931)
- 7A (1934)
- 2CV (1938)
- DS 19 (1955)
- Citroen-Maseratti (1970)
- GS (1971)
- CX 2200 (1974)
- Visa (1978)
- BX (1984)
- Axel (1984)
Finalmente, o modelo LN teve direito a um autocolante com a personagem do Tintin.

Para saber mais sobre a Citroen e a Tintin, aconselhamo-lo a ver o site http://olivier-gayet.club.fr/Pages%20Principales/2%20CV%20Tintin.htm
Samedi 9 septembre 2006
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Par Zetantan
Hergé sempre teve uma simpatia pela marca francesa de automóveis Citroen. A marca, criada em 1919 por André Citroen, foi várias vezes utilizada como fonte de inspiração para as viaturas das histórias do Tintin.
O primeiro carro dos gémeos Dupondt marca a primeira aparição dos modelos Citroen. Com efeito, o Citroen 5HP verde dos detectives que aparece nas primeiras páginas do álbum «Tintin no País do Ouro Negro» marca o início da ligação de Tintin com a marca Citroen. Apesar dos arquivos da Citroen terem sido destruídos em 1942 por uma inundação, pode-se afirmar que este modelo dos anos 20 foi concebido por Edmond Moyet e a sua produção extinta nem 1926. Contudo, no anos sessenta ainda circulavam nas estradas de França cerca de 5.000 HP.


Mais tarde, n' «O Caso Girassol», a Citroen volta a ser fonte de inspiração para mais duas viaturas: o célebre 2CV verde dos Dupondt (curiosamente, em 1955, a Citroen só produzia 2 CV cinzentos) e o Citroen modelo 15 de tracção à frente dos inimigos de Tintin. O modelo 2CV é um dos casos de marketing automóvel com maior sucesso. O 2CV surgiu no Salão do Automóvel de Paris em 7 de Outubro de 1948 e a sua produção só foi terminada (curiosamente na fábrica de Mangualde em Portugal) em 27 de Julho de 1990 pelas 16 horas (42 anos depois) com 3.868.663 viaturas vendidas.

O modelo 15 CV é de 1938 e só foi extinto de produção em 1953 pelo DS. Foi baptizado pela «rei da estrada», sendo a viatura do presidente francês Charles de Gaulle e também por muitos «gangsters» franceses dos anos 40. Talvez por isso, Hergé o tenha escolhido para ser conduzido pelos «maus» da história.


Finalmente, o carro do médico de Haddock d' «As Jóias de Castafiore» é o famoso Ami 6. Este modelo da Citroen apareceu ao público em Abril de 1961, como um conceito de super 2CV.


Samedi 9 septembre 2006
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Par Zetantan

O nº 26 da
Rua do Labrador é a primeira morada conhecida do nosso amigo
Tintin. É na aventura «
Tintin no país do ouro negro» que ficamos a conhecer a residência do jovem repórter. Pelas várias informações recolhidas nos vários episódios, recohecemos que a
Rua do Labrador fica numa grande cidade belga. Mas só no episódio de «
Tintin no Tibete» ao lermos o endereço da carta remetida a
Tintin por
Tchang-Tchong Jen, ficamos esclarecidos que o apartamento de
Tintin fica na capital belga de
Bruxelas.
Mais tarde, Tintin trocará o seu frio e modesto apartamento pelo conforto do palácio de Moulinsart.
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