Hergé e a 7ª Arte

Publié le par Zetantan

A nova obra de Bob Garcia mostra as múltiplas ligações entre Hergé e o cinema. Fascinado pela 7ª Arte desde a sua juventude, o criador de Tintin utiliza várias vezes o ritmo e o humor dos filmes cómicos dos filmes mudos, assim como o suspense dos filmes de Fritz Lang, de Joe Mary ou de Louis Feuillade. Para a narração dos episódios do jovem repórter, Hergé recorre a vários filmes de sucesso: «Rostos Pálidos» (1922) de Buster Keaton (Pamplinas) em «Tintin na América», «39 Degraus»  (1935) de Alfred Hitchcock n' «A Ilha Negra», «O Prisioneiro de Zenda»  (1937) de John Cromwell em «O Ceptro de Ottokar», «Os recrutas» (1939) da dupla Laurel & Hardy (Bucha & Estica) de Edward Suherland em «O caranguejo das tenazes de ouro» e «Tintin no país do ouro negro», «O fim do mundo» (1930) de Abel Gance em «A Estela Misteriosa», «Uma mulher na Lua»  (1929) de Fritz Lang e «Destino Lua» (1950) de Irving Pichel nos álbuns lunares, «Capa e espada» (1946) de Fritz lang em «O Caso Girassol», «Os deuses do Tibete» (1925) de Paul Wegener e «Horizontes perdidos» de Frank Capra (1937) em «Tintin no Tibete», «As jóias roubadas» de William McGain em «As Jóias de Castafiore», etc.

Contudo, Hergé retribui à 7ª Arte modelos do novo cinema, que são aproveitados por Philippe de Broca, André Hunebelle, Roman Polanski e Steven Spielberg, verdadeiros herdeiros da «linha clara cinematográfica» e do universo de Hergé.

Paradoxalmente, as várias tentativas de adaptação de Tintin ao cinema não têm conseguido transportar para a tela a atmosfera e o fogo das aventuras em banda desenhada.

Encomendas: editions.macguffin@tiscali.fr

 

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